Intercâmbio virtual

*Ana Carolina Rocha

Com tantos sites de relacionamento na Internet, um que está chamando atenção dos turistas que querem vir para o Rio de Janeiro é o http://www.couchsurfing.com. A idéia desse site é fazer um intercâmbio, mas sem cobrar nada. Como o nome já diz couchsurfing significa surfando no sofá e a idéia é essa mesma: a pessoa oferece um lugar para os turistas dormirem por algumas noites.

Com um perfil do site detalhado em fotos, fica fácil encontrar alguém que se identifique com o que está procurando. Bianca Azevedo, 25 anos, carioca, usa o site desde 2007 e nos conta como descobriu este serviço.

Cidade Carioca – Como você conheceu o site?
Bianca Azevedo – Em 2007 tive a oportunidade de fazer um mochilão para Europa, mas ainda estava estudando e não tinha muito dinheiro para passar cinco meses em albergues, então um amigo me indicou esse site, me inscrevi e dois meses antes comecei a receber pessoas que estavam vindo para o Rio, isso era dezembro, recebi três pessoas na minha casa, virou uma Republica. (risos).

C. C. – Nessa sua viagem como foi? Você ficou com medo de alguém não muito honesto? Como escolheu as pessoas para ficar na casa?
Bianca Azevedo
– Quando sai do Brasil estava muito nervosa de alguma coisa dar errado, mas nada aconteceu, passei cinco meses viajando e apenas três dias em albergues. Ótimo, né? Cheguei lá já com alguns amigos que tinha recebido aqui e isso foi muito legal porque pude conhecer a casa deles, ver como eles viviam, e isso é bem legal. Ver como é a casa deles, o jeito que se comportam e quando chegava na casa deles era tratada com o maior carinho, queriam retribuir. Depois quando fui procurar as pessoas que não conhecia foi fácil porque no couchsurfing tem uma parte que as pessoas contam como foram recebidas, então foi fácil.

C. C. E depois da viagem recebeu mais turistas?
Bianca Azevedo
– Sim, desde então não parei de receber gente, tomei gosto. Já recebi mais de 50 pessoas na minha casa de todas as partes do mundo e comecei a viajar mais, porque sem hospedagem fica mais barato. Teve uma menina que veio estudar no Brasil e ia hospedar ela por dois dias, mas quando ela veio vagou um quarto e acabou que ela ficou por um ano aqui em casa.

C. C. E o Rio como você vê o Rio para receber turistas?Bianca Azevedo – Ainda tem muita coisa para melhorar, o transporte publico é caro e muito inseguro, quanto recebo alguém sempre alerto ao pegar ônibus, para ter cuidadode madrugada e até mesmo não ficar sozinho em ponto de ônibus.Moro no Jardim Botânico e se eles querem ir para Barra é muito difícil. Outra coisa que fico triste é com a quantidade de mendigos que está tendo hoje em dia, passo no Humaitá, Botafogo e Flamengo e sempre tem alguém pedindo comida, essa imagem para a cidade é muito ruim.
Mas a imagem do Rio é muito ruim lá fora e quando os turistas vem pra cá acham que vem para guerra. Recebi uns Italianos no inicio desse ano que eles não trouxeram nada de marca, não trouxeram relógio, uma maquina fotográfica antiga. O legal é que quando eles viram que o Rio não era como aparecia na imprensa internacional eles ficaram muito mais tranqüilos e isso é bom, ter gente vindo e saindo bem com uma boa impressão do nosso País.

C. C. E para as Olimpíadas e Copa do mundo, o que você acha que pode melhorar?
Bianca Azevedo – Acho que o Brasileiro tem que se conscientizar mais que turistas aqui tem que ser legal.
Em muitos lugares querem passar a perna só porque não falam a nossa língua, querem cobrar mais em alguma coisa.Acho que as estradas têm que melhorar, porque quando um turista vem ao Rio, normalmente quer ir a alguma cidade próxima e as estradas estão péssimas, é o caso da estrada que liga Rio Angra dos Reis.
Fora transporte que já falei, educação, atendimento em estabelecimentos.

*Ana Carolina Rocha é estudante de Jornalismo da UniverCidade.

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