Oito times disputam o Carioca Bowl

*Lara Alves, João Joannou e Ricardo Machado

Domingo de sol, praia e futebol na areia entre equipes de Botafogo e Fluminense. Parece uma cena corriqueira da orla, mas não. O futebol em questão é o americano, e a bola oval é disputada por brutamontes do Botafogo Reptiles e do Flu Gorilas. Centenas de pessoas assistem ao jogo, válido pelo Carioca Bowl.

A competição estadual de futebol americano de praia é travada entre 300 jogadores de oito times, divididos em duas chaves. Em sua versão tropical, a modalidade sofreu adaptações. Os jogadores daqui não possuem o aparato de capacete e ombreira dos americanos. Atuam de calção e camiseta. Lá, o campo é gramado e tem pouco mais de 90 metros – 20 a mais que a faixa de areia dos campos do Carioca Bowl.

Só não houve alteração no objetivo do jogo, que é a conquista de território para cruzar com a bola a linha de fundo. Não é de estranhar que se ouçam termos como end zone, touch down e quarter-back, já incorporados por atletas e platéia. “Os jogadores de ataque têm de chegar com a bola na end zone“, explica Franz Anderson, jogador e treinador do Copacabana Eagles. “Para barrar o ataque do outro time, treinamos posições e táticas. Os jogadores sabem as técnicas para não se machucar na disputa pela bola”, acrescenta.

A coisa é séria, apesar de todos serem amadores. Os times treinam de duas a quatro vezes por semana. Na turma encontram-se médicos, advogados, professores de educação física. Quando alguém se machuca – até a semana passada, a pior contusão havia sido um dedo da mão fraturado –, tem sempre um médico disponível, embora a “comissão técnica” seja composta tão-somente de treinadores/jogadores. “É um esporte democrático”, opina Rodrigo Hermida, jogador e coordenador do Rio de Janeiro Sharks. “Na defesa, precisamos de jogadores fortes e, no ataque, eles devem ser mais altos e ágeis”, explica. O futebol americano de praia é uma invenção carioca como o futevôlei e o frescobol.

As primeiras trombadas na areia foram dadas há doze anos. A história ganhou corpo, e o campeonato deste ano tem jogos realizados na orla de Copacabana, Ipanema, Barra e Saquarema. Os próprios atletas bancam tudo: uniformes, bola, fitas para demarcação e viagens. Só o Flu Gorilas possui convênio com o Fluminense, que lhe permite usar a estrutura do clube. Até a quarta rodada da competição, os líderes são o Rio de Janeiro Sharks e o Botafogo Reptiles. A decisão do campeonato será em dezembro. Pelo menos nesse futebol, o carioca não tem do que se queixar.

Mas não é só no universo masculino que esta modalidade acontece. No Rio, jovens meninas também encaram este esporte considerado bruto.

Hiperlink:Diferenças entre o Futebol americano nos EUA e no Brasil

Campo

Eua – O jogo é disputado em campo gramado em extensão de 100 jardas (92 metros)
Brasil – O campo é de areia e com dimensões reduzidas para 75 metros de extensão

Equipe

EUA – Uma equipe pode ter até 53 jogadores inscritos por partida
Brasil – As equipes variam de 30 a 40 atletas utilizados por partida

Jogadores

· EUA – Os jogadores são profissionais com salários milionários
· Brasil – Os jogadores são todos amadores e custeiam do próprio bolso material e viagens

Uniformes

· EUA – Todos jogam capacete e ombreira
· Brasil – Uniforme resume-se a calção e camiseta

Ricardo Machado

Hiperlinks:

http://www.afabonline.com.br

http://www.afabonline.com.br/v3/

Resumo do Plano de Desenvolvimento da AFAB: http://www.afabonline.com.br/v3/imprensa/noticias/54/
*Lara Alves, João Joannou e Ricardo Machado são estudantes de Jornalismo Online da UniverCidade.

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