Relação entre Brasil e China está cada vez mais próxima

*Anna Beatriz Paraguassú, Marília Calumby, Juliana Gava

Com o crescimento econômico e o aumento das relações comerciais entre os dois países, vem aumentando também o número de brasileiros interessados em aprender o idioma. Se havia uma distância cultural entre Brasil e China, ela está ruindo e a necessidade de aprender as características da cultura milenar chinesa é cada dia mais importante para quem quer estar um passo à frente do seu tempo.

Durante muitos anos, o inglês, o francês e o espanhol foram as línguas dominantes nas grandes negociações comerciais e nas salas de aulas. Mas hoje, o Mandarim está crescendo e ganhando importância nos cursinhos de língua em todo país. E foi pensando nesse crescimento que o aluno de direito Tiago Estevam decidiu aprender o novo idioma. “Toda vez que eu ia a uma entrevista de estágio eu reparava que todos sabiam falar inglês e espanhol. Essas línguas não eram mais diferenciais. Então eu decidi fazer Mandarim”.

Com um ano e meio de estudo, com aulas que podem ser em grupo ou individuais, um brasileiro conhece 500 palavras e já consegue ler e escrever o básico. O curso completo tem duração de cinco anos, aproximadamente, e, depois desse período, o aluno adquire um vocabulário de mais de três mil palavras e fica apto a escrever textos simples e ler jornais em Mandarim.

A escrita é formada por ideogramas (símbolo gráfico que representa uma palavra ou idéia). E a quem ainda não domina o idioma, ele é o maior vilão. Para Yuan Yanping, dona e professora do Centro Cultural China Brasil “a maior dificuldade é realmente nos ideogramas. Nós temos traços que formam palavras, diferente do português”.

Para Mei mei (que significa irmã mais nova em Mandarim) e como é conhecida Yanping, “além do idioma, os estudantes também devem aprender sobre os diferentes hábitos e cultura dos chineses”. Dessa forma, além de se comunicar, o aluno também evita situações constrangedoras no país de visita.

Algumas situações como essas podem acontecer a qualquer momento. Por exemplo, o comprimento com dois beijinhos no rosto. Para os chineses isso é uma ofensa. Um outro episódio é oferecer um presente, porque na cultura chinesa presentes devem ser combinados previamente.

O Mandarim é a língua com maior número de falantes, contabilizando 874 milhões de falantes. Depois dele vem o Hindi, falando na índia e o Inglês. Quando o assunto é a língua mais falada no mundo, vemos novamente o Mandarim em primeiro lugar com 1 bilhão e 52 milhões de falantes enquanto o inglês fica em segundo lugar com 508 milhões.

E com a crescente importância da China, o idioma é cada vez mais cobrado nas relações profissionais. Muitos brasileiros que entram para o curso estão pensando nas futuras ofertas de emprego que terão. “Três estudante conseguiram emprego porque incluíram no currículo o curso de Mandarim.”

Para Eduardo Rangel de Moraes, seus estudos começaram por acaso. “Trabalhei em um hotel que fornecia as aulas. Daí, me encantei pelo idioma e estudo até hoje.” Atualmente, auditor da rede de hotéis Windsor, Eduardo acredita que o Mandarim é um grande diferencial para o crescimento dentro da profissão.

*Estudantes de Projeto de Jornalismo On-line da UniverCidade