A holografia 3D se torna uma realidade e vai revolucionar o mundo que a gente conhece!

*Vivi Maurey

Quem acha ir ao cinema para ver filmes em 3D divertido, levanta a mão! Imagina agora assistir a película por meio de um sistema de impressão holográfica? Calma! Eu explico. Lembra da saga de Guerra nas Estrelas onde as pessoas se falavam através de um comunicador que revelava imagens tridimensionais da Princesa Leia e do Obi Wan Kenobi? Pois é. A tecnologia usada até então restrita apenas à ficção científica agora se tornou realidade. Estamos entrando na era da holografia 4D (a quarta dimensão e o tempo).

Pesquisadores da Universidade do Arizona criaram um sistema que funciona da mesma forma. É capaz de processar cenas multicoloridas praticamente em tempo real.

O que isso significa?

A telepresença holográfica significa gravar uma imagem 3D em um lugar e exibi-la em outro, em qualquer canto do mundo, em tempo real. Nasser Peyghambarian, que coordenou a equipe responsável pelo desenvolvimento da nova tecnologia afirmou que além de revolucionar a tecnologia, pode mudar também áreas como a medicina, as telecomunicações e, sem dúvida alguma, o cinema.

Para exemplificar melhor, digamos que eu esteja no Japão e queira dar uma palestra nos EUA… Eu precisaria apenas de algumas câmeras convencionais em meu escritório, cada qual em um ângulo, e uma conexão rápida com a internet. Do outro lado, nos EUA, haveria um dispositivo 3D ligado ao sistema de laser. Tudo automatizado e controlado por um computador. Quando os sinais fossem transmitidos, eles seriam inseridos em pequenos pulsos, formando uma projeção 3D, quase instantânea. Dessa mesma forma, alguém poderia falar com outra pessoa em outro canto do mundo e ver a projeção 3D de seu interlocutor transmitida praticamente junto com a voz.

Antes da técnica de Peyghambarian, cientistas conseguiam criar sistemas capazes de exibir hologramas tridimensionais, mas eram estáticos. Há dois anos atrás, o pesquisador elaborou um dispositivo que conseguia renovar uma imagem holográfica a cada poucos minutos. Apenas 3 minutos para produzir uma imagem monocromática, seguida por outra que apagava a anterior e assim por diante.

Porém, não podemos ainda gritar de alegria. A tecnologia holográfica ainda precisa de ajustes técnicos para chegar ao mercado. Os pixels precisam ser reduzidos para garantir imagens mais nítidas. É necessário também a aceleração da atualização da imagem cerca de 30 vezes por segundo, o que daria a impressão de que essas figuras teriam o mesmo ritmo e continuidade daquelas vistas na televisão.

Há muito trabalho pela frente, mas Peyghambarian anima-se ao constatar que o material de transmissão já está disponível para os seus futuros usuários.

*Estudante de Projeto de Jornalismo On-line da UniverCidade

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